Renata Cassiano!


Renata de Cássia Cassiano Santos é a superintendente da Santa Casa.

O Memorial 140 Anos, ao pretender discutir um pouco da saúde de Poços de Caldas, não poderia deixar de conversar com Renata de Cássia Cassiano Santos, superintendente da Santa Casa de Poços de Caldas. Graduada em Administração pela PUC/Poços de Caldas, ela tem várias especializações na área de Gestão de Saúde e Capacitação Hospitalar, além de estar, no momento, especializando em Gestão Estratégica em Finanças.

Além de ser uma reconhecida “negociadora”, afeita, portanto, a buscar o consenso e as soluções negociadas, Renata Cassiano carrega a marca de ser a primeira mulher, em 108 anos de fundação da Santa Casa, a gerir a entidade. Servidora de carreira, a entrevistada do DATA tem oito anos de serviços prestados à Santa Casa, tendo começado, na "casa", como auxiliar administrativa. Por estas e outras, é que gente que conhece toda a estrutura da “casa” garante que, além da atual superintendente não ter amarras político-partidárias, ela teria chegado ao cargo máximo da entidade pelo recurso da “meritocracia” exclusivamente.

Num papo aberto, franco e sem qualquer reserva, a superintendente recebeu a editora do DATA, Adriana Fernandes, para dizer que, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pela entidade, a Santa Casa segue sendo viável. Como afirmou vezes seguidas ao longo do papo, é preciso que a comunidade se tranquilize, vez que não há qualquer possibilidade da atual administração “jogar a toalha” frente aos momentos ruins pelos quais a Santa Casa está passando; e que, afinal de contas, são  históricos e não exclusivos desta gestão.



Neste primeiro vídeoDATA, Renata de Cássia Cassiano Santos discorreu sobre a estrutura e o funcionamento da entidade. Na oportunidade, ela fez questão de frisar que a Santa Casa é partidariamente “apolítica”, embora siga precisando do apoio dos representantes da cidade nas três esferas. Assista ao vídeo e compreenda:


- A editora do DATA, Adriana Fernandes, quis saber da entrevistada sobre uma repetida questão: corporativismo de médicos que desviariam os procedimentos mais rentáveis para cooperativas e hospitais particulares, deixando ¨o osso dos atendimentos¨ para a Santa Casa (fato que já se verificou em outras Santas Casas). A superintendente preferiu tratar da busca do equilíbrio entre procedimentos de complexidades diferentes. Assista ao vídeo e veja como reagiu a nossa entrevistada:



- Ao falar de arrecadação, a superintendente discorreu sobre as fontes de receita e sobre as dificuldades em gerir tais recursos. Admitiu que o dinheiro é o mais sério gargalo da gestão da entidade. Ela chamou atenção para a situação da ¨casa¨ ter que socorrer, dos próprios recursos, buracos que ficam diante da baixa remuneração que o SUS pratica e frente aos atrasos de alguns repasses que ocorrem. Entenda as explicações da entrevistada.

  

- Na questão da saúde, a superintendente explicou que a vocação de Poços de Caldas em ser cidade-pólo atrapalha muito. Isso porque, segundo ela, um preocupante número de pacientes de toda a região termina batendo nas portas da Santa Casa. ¨E o que fazer? Deixar que as pessoas morram?¨ Este fenômeno é um dos motivos por que ocorrem extrapolamentos que dificultam ainda mais. Para Renata Cassiano, neste sentido os municípios vizinhos ¨usam e abusam de Poços de Caldas¨.


- Embora tenha admitido que a Santa Casa fechou o ano de 2011 com um superávit da ordem de R$ 400 mil, a gestora alega que o fluxo de caixa é um fator que atravanca a gestão da entidade. Como a ¨casa¨ trabalha com remuneração baixa para os seus procedimentos (em grande parte das vezes até deficiente), qualquer atraso de repasse gera problemas financeiro-gerenciais muitíssimo sérios. Acompanhe:


- Neste vídeoDATA, Renata Cassiano disse que, embora as razões tecnicistas sejam importantes, o peso do prestígio político ajuda decisivamente em episódios de relevância. Ela elenca, por exemplo, questões ligadas à negociação da remuneração dos procedimentos pelo SUS. Embora o debate técnico seja indispensável, como a entrevistada adverte, um empurrãozinho político, nas muitas das vezes, ajuda a decidir.


- Uma séria questão é trazida à luz do debate neste vídeoDATA: o atraso no repasse de  verbas pela Prefeitura Municipal de Poços de Caldas. Acompanhe a explicação da entrevistada sobre ocorrências genéricas e sobre uma questão específica. Assista:



- Ao ser indagada sobre uma imaginada passividade da sua gestão frente aos atrasos dos repasses pela Prefeitura Municipal, Renata Cassiano afirmou que nem sempre os ¨embates legais¨ dão os resultados que se esperam, ou aqueles de que a sociedade mais precisa. Declarou-se afeita a negociar sempre, de modo que todas as demandas de todos os lados sejam, a bom tempo, contempladas.



- Neste vídeoDATA ela versou sobre a ¨empoeirada¨ ideia de um plano de saúde (próprio) da Santa Casa. Acompanhe as explicações da entrevistada sobre a inviabilidade do projeto defendido por alguns:


- Renata Cassiano refutou a ideia de que a Santa Casa aceitasse qualquer tipo de manobra que tenha servido para superfaturar determinados procedimentos de pessoas ligadas ao corpo clínico da casa. “Jamais. É impensável algo assim”. Acompanhe as explicações da gestora ao DATA:



- A entrevistada deu detalhes ao DATA de como a Santa Casa tem feito para manter o padrão de qualidade do seu corpo clínico, vez que é difícil competir com os salários praticados por outros setores da saúde privada. Acrescentou que é preciso lançar mão de alguns recursos para contornar a carência dos profissionais no mercado. Assista:


- Ao fim da entrevista concedida ao DATA, ela versou sobre a necessidade da sociedade organizada fazer um pacto em favor da Santa Casa que serve, sim, à comunidade; mas que em momentos de "fragilidades" também precisa dela. Acompanhe:

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