- A
editora do DATA, Adriana Fernandes,
quis saber da entrevistada sobre uma repetida questão: corporativismo de
médicos que desviariam os procedimentos mais rentáveis para cooperativas e
hospitais particulares, deixando ¨o osso dos atendimentos¨ para a Santa Casa
(fato que já se verificou em outras Santas Casas). A superintendente preferiu tratar da busca do equilíbrio entre procedimentos de complexidades diferentes. Assista ao vídeo e veja como
reagiu a nossa entrevistada:
- Ao
falar de arrecadação, a superintendente discorreu sobre as fontes de receita e sobre
as dificuldades em gerir tais recursos. Admitiu que o dinheiro é o mais sério
gargalo da gestão da entidade. Ela chamou atenção para a situação da ¨casa¨ ter
que socorrer, dos próprios recursos, buracos que ficam diante da baixa
remuneração que o SUS pratica e frente aos atrasos de alguns repasses que
ocorrem. Entenda as explicações da entrevistada.
- Na
questão da saúde, a superintendente explicou que a vocação de Poços de Caldas
em ser cidade-pólo atrapalha muito. Isso porque, segundo ela, um preocupante
número de pacientes de toda a região termina batendo nas portas da Santa Casa.
¨E o que fazer? Deixar que as pessoas morram?¨ Este fenômeno é um dos motivos por
que ocorrem extrapolamentos que dificultam ainda mais. Para Renata Cassiano, neste
sentido os municípios vizinhos ¨usam e abusam de Poços de Caldas¨.
- Embora
tenha admitido que a Santa Casa fechou o ano de 2011 com um superávit da ordem
de R$ 400 mil, a gestora alega que o fluxo de caixa é um fator que atravanca a
gestão da entidade. Como a ¨casa¨ trabalha com remuneração baixa para os seus
procedimentos (em grande parte das vezes até deficiente), qualquer atraso de
repasse gera problemas financeiro-gerenciais muitíssimo sérios. Acompanhe:
- Neste
vídeoDATA, Renata Cassiano disse
que, embora as razões tecnicistas sejam importantes, o peso do prestígio
político ajuda decisivamente em episódios de relevância. Ela elenca, por
exemplo, questões ligadas à negociação da remuneração dos procedimentos pelo
SUS. Embora o debate técnico seja indispensável, como a entrevistada adverte,
um empurrãozinho político, nas muitas das vezes, ajuda a decidir.
- Uma
séria questão é trazida à luz do debate neste vídeoDATA: o atraso no repasse de
verbas pela Prefeitura Municipal de Poços de Caldas. Acompanhe a
explicação da entrevistada sobre ocorrências genéricas e sobre uma questão
específica. Assista:
- Ao ser indagada sobre uma imaginada passividade da sua gestão frente aos atrasos dos repasses pela Prefeitura Municipal, Renata Cassiano afirmou que nem sempre os ¨embates legais¨ dão os resultados que se esperam, ou aqueles de que a sociedade mais precisa. Declarou-se afeita a negociar sempre, de modo que todas as demandas de todos os lados sejam, a bom tempo, contempladas.
- Neste
vídeoDATA ela versou sobre a
¨empoeirada¨ ideia de um plano de saúde (próprio) da Santa Casa. Acompanhe as
explicações da entrevistada sobre a inviabilidade do projeto defendido por
alguns:
- Renata
Cassiano refutou a ideia de que a Santa Casa aceitasse qualquer tipo de manobra
que tenha servido para superfaturar determinados procedimentos de pessoas
ligadas ao corpo clínico da casa. “Jamais. É impensável algo assim”. Acompanhe
as explicações da gestora ao DATA:
- A
entrevistada deu detalhes ao DATA de
como a Santa Casa tem feito para manter o padrão de qualidade do seu corpo
clínico, vez que é difícil competir com os salários praticados por outros
setores da saúde privada. Acrescentou que é preciso lançar mão de alguns
recursos para contornar a carência dos profissionais no mercado. Assista:
- Ao fim da entrevista concedida ao DATA, ela versou sobre a necessidade da
sociedade organizada fazer um pacto em favor da Santa Casa que serve, sim, à comunidade;
mas que em momentos de "fragilidades" também precisa dela. Acompanhe:
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